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Ginecologia

É a especialidade médica que lida diretamente com a saúde da mulher, incluindo o aparelho reprodutor feminino e as mamas.  

No Brasil são necessários três anos de residência médica e a consulta ginecológica em nossa Clínica, tem como objetivo principal ouvir a paciente, tirar suas dúvidas, coletar e analisar exames, diagnosticar e tratar possíveis doenças, das quais podemos citar os tumores ginecológicos, infertilidade, miomas uterinos, infecções genitais, endometriose e dores pélvicas.
A Clínica de Ginecologia funciona dentro da Clínica EGO em São Paulo - SP e Dr Gustavo Ginecologista e Mastologista realiza exames preventivos, cirurgias ginecológicas e cirurgias das mamas. Atendemos através de reembolso de convênios de São Paulo e também particulares.
Abaixo estão descritos as principais duvidas e doenças ginecológicas. Aguardamos vocês em nossa Clínica!
Dr Gustavo Ventura


 
É possível reverter a laqueadura?

Essa é uma das principais perguntas ouvidas no consultório do ginecologista, por isso sempre ofereço outros métodos contraceptivos que não sejam definitivos.

A laqueadura  consiste em cortar a trompa e amarrar os dois lados, enquanto a salpingoplastia é a recanalização dessas trompas. Essa recanalização apresenta apenas 50% de chances de sucesso em sua reversão a depender da técnica usada na cirurgia inicial. Laqueaduras feitas com anel plástico ou clipes de titânio são mais fáceis de reverter. Para as pacientes que foram submetidas à salpingectomia (retirada das trompas), a reversão é praticamente impossível.

Após a reversão tubária, em média, as mulheres demoram de 6 meses a um ano para conseguir engravidar, caso a recanalização seja bem sucedida. Mas, isso depende de fatores como o comprimento e vitalidade das trompas a serem unidas, a idade da mulher, a experiência do cirurgião e a contagem de espermatozoides do parceiro. Ainda há o risco em produzir uma gestação ectópica, ou seja, fora do útero.

A reversão da laqueadura tubária deve ser considerada como uma opção adequada na busca de novas gestações para mulheres mais jovens (< 35 anos), sem qualquer outro fator de infertilidade além da laqueadura. As pacientes com mau prognóstico ou com idade mais avançada devem ser encaminhadas aos programas de fertilização in vitro e transferência de embriões.

A pílula do dia seguinte

Hoje atendi uma gestante cujo quarto filho não foi planejado e após o uso da pílula do dia seguinte, então me veio uma dúvida, será que as mulheres sabem usar esse contraceptivo de emergência?

Hoje essas pílulas utilizam apenas doses altíssimas do hormônio levonogestrel e age inibindo ou retardando a ovulação, sem  efeito após a fecundação do óvulo, ou seja, não interrompe uma gestação que já está em andamento.

Não deve ser utilizada de rotina, pois além de conter altas doses de hormônios, a pílula tem eficácia menor do que a de um anticoncepcional de rotina usado corretamente e reduz a eficácia também ao ser usada muitas vezes.

Quanto ao prazo, deve ser utilizada em até 24 horas, pois nesse prazo  há 95% de eficácia; de 25 a 48h, a eficácia cai para 85% e de 49 a 72h a eficácia diminui para 58%.

Por conter altas doses de hormônio, a pílula do dia seguinte é conhecida por causar efeitos colaterais, como enjoo, náusea, sensibilidade mamária e antecipação da menstruação. Entretanto, vale se consultar com um especialista para saber se o que você está sentindo e a intensidade dos seus sintomas está dentro da normalidade.

Fica a dica, procure o ginecologista para discutir sobre o método contraceptivo ideal e evitar uma gravidez indesejada.

Mitos e verdades da TPM

1. Por que algumas mulheres sofrem de TPM? Em que período do ciclo a TPM aparece e quanto tempo ela dura?
Hoje denominamos a  essas mudanças no ciclo menstrual da mulher como a Síndrome pré-menstrual, e ela ocorre em geral cerca de 7 dias antes e com melhora dos sintomas após a menstruação. Esses sintomas podem acometer até 75% das mulheres em idade fértil e com sinais já presentes desde a primeira mesntruação.

A causa desses sintomas ainda é pouco conhecida e bastante polêmica, com várias teorias tentando explicá-la. O que sabemos é que nesse período há uma queda dos hormônios estrogênio e progesterona(produzidos pelos ovários) e essa queda acarretaria outras mudanças como redução de neurotransmissores de bem estar como serotonina e outras endorfinas.

2. Por que nesses dias ficamos tão inchadas? O que acontece fisiologicamente?
A queda da progesterona acarreta a liberação de algumas substancias no rim que modificam o sistema de regulação de sódio e água e propiciando a retenção de líquidos. Ao contrario do que muitas mulheres acreditam, esse período deve ser de grante oferta hídrica para combater o inchaço.

3. Por que temos muita cólica na TPM?
O útero é composto de uma camada interna denominada endométrio que descama e é a responsável pela menstruação, mas antes de começar a sangrar, esse endométrio encontra-se aumentado, com veias dilatadas, irritando o miométrio(outra camada do útero composta de músculo) e isso acarreta a dor.

4. E qual a ligação da dor de cabeça com a TPM?
A redução do estrogênio e  progesterona acarreta dilatação das veias cerebrais e  a propria falta de neurotransmissores(serotonina e melatonina) e endorfinas dificulta o raciocínio e facilita as cefaléias(dores de cabeça).

5. E o que acontece durante esse período para a mulher ficar tão mal humorada?
O metabolismo diminuído de Serotonina, Melatonina e redução das endorfinas são as principais causas. Por isso a vontade de comer chocolate(libera endorfinas) e por isso a recomendação dos ginecologistas em praticar atividade física(tambem libera endorfinas de bem estar).

6. E a insônia, por que é tão comum nesses dias? Há falta ou excesso de alguma substância no nosso corpo?
Mais uma vez a culpa é da Serotonina e outras endorfinas que por estarem diminuídas não permitem o relaxamento necessário ao corpo e mente e impedindo uma boa noite de sono.

7. A mulher também reclama de cansaço. O que acontece para ela se sentir assim?
Uma mudança radical ocorre na vida da mulher nesses dias, então, as substancias responsáveis pelo bem estar, energia, ânimo apresentam seus níveis sanguíneos muito baixos e consequentemente apresentam mal humor, fraqueza, irritabilidade e insônia.

Hoje a Medicina evoluiu muito no tratamento e controle desses sintomas, portanto, procure o seu ginecologista e ele saberá a melhor forma de lhe ajudar.
Boa consulta!
 

10 Motivos para não Menstruar

Com a agenda cheia de compromissos, a mulher moderna precisa ter paciência e disposição. A tarefa é bem complicada antes e durante a menstruação. É quase impossível se ver livre de sintomas como cólicas, dores no corpo, ansiedade e inchaço nessa época. O número de mulheres que opta por interromper o ciclo menstrual não para de crescer.

Uma pesquisa realizada pela revista Época entrevistou cerca de mil médicos brasileiros e 93% disseram que já foram procurados por pacientes que procuravam medicamentos para não menstruar.

Segundo Dr. Gustavo Ventura Oliveira, ginecologista e membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o principal motivo que leva as mulheres a parar de menstruar é o desconforto. “A mulher moderna não admite mais sofrer os transtornos do período menstrual. Algumas sofrem com os sintomas por dez dias em cada mês”, afirma.

Conheça a seguir outros motivos para parar de menstruar agora mesmo.

1. Liberdade
As fortes cólicas eram um problema constante na vida da assistente comercial Daniela Costa. Depois de procurar um ginecologista, soube que sua saúde não seria afetada com a interrupção da menstruação.

“Além de não sentir mais cólicas, é muito bom ficar livre do uso de absorventes, principalmente em dias de muito calor”, explica.

2. Ausência de dores
A decisão de passar um ano morando em outro país fez com que a tradutora e artesã Rebeca Fernandes optasse por viver sem menstruar.

“Vivia no hospital e tomava medicamentos fortes por conta das dores que sentia”, diz.

3. Mais disposição
Sem os terríveis sintomas que assombram as mulheres nesses dias, fica muito mais fácil controlar os inúmeros compromissos do dia a dia. Também não há empecilhos para fazer programas como viagens com os amigos no fim de semana. O pique é maior até mesmo para se exercitar.

4. Sensação de bem-estar
A jornalista Tânia Cação Vinhas sempre sentia enxaqueca antes de menstruar.

“Tenho tendência a ter dores de cabeça, mas nesses dias era mais forte”, explica. Depois que interrompeu a menstruação, o incômodo praticamente sumiu.

5. Menos acnes
O fato de não menstruar resulta em uma estabilidade hormonal que reduz a produção das glândulas sebáceas, diminuindo o excesso de acnes.

6. Sem TPM
Nos dias que antecediam sua menstruação, Rebeca lembra que costumava ficar sensível. 

“Chorava por qualquer motivo e tudo me afetava. Ficou muito mais fácil para minha família lidar comigo”, brinca.

Normalmente, os sintomas da TPM regridem ou até desaparecem completamente.

7. Adeus, inchaço
Algumas mulheres retêm mais líquido durante a menstruação e sentem-se mais inchadas. 

“Tem a ver com as variações de neurotransmissores e de hormônios que regulam o sistema de filtração renal e balanço hídrico. Quando se interrompe o ciclo menstrual, essas alterações deixam de existir”
, explica o ginecologista.

8. Humor controlado 
Depois que parou de menstruar, Daniela conta que a maior vantagem foi a estabilização do humor. Isso acontece porque, durante a TPM, há uma queda de hormônios associados ao bem-estar e o resultado vem em forma de sintomas como irritação e ansiedade. Com as pílulas de uso contínuo, o organismo funciona de forma equilibrada.

9. Combate à endometriose
Depois de seis anos sofrendo com cólicas e fluxos intensos, Rebeca foi diagnosticada com endometriose, que ocorre quando o endométrio – tecido que reveste o interior do útero – se implanta fora da cavidade uterina. Hoje, a situação está controlada. O fato de não haver sangramentos todos os meses impede o agravamento da doença e de suas consequências, entre elas a infertilidade.

10. Vida normal
Engana-se quem pensa que a rotina sofre alterações quando a menstruação é eliminada.

“Usava ônibus e metrô para trabalhar e sempre que levantava ficava preocupada. A mulher atual vive na correria e não pode se dar ao luxo de diminuir a velocidade durante alguns dias por causa disso”, acredita Tânia.

Riscos da pilula anticoncepcional

Qual é a recomendação da Organização Mundial da Saúde, a OMS, para o uso seguro de pílula anticoncepcional?
O departamento de saúde reprodutiva da OMS lança periodicamente um manual com os critérios de elegibilidade para o uso de métodos anticoncepcionais hormonais e não hormonais, e esse manual tem como objetivo fornecer informações que auxiliem na tomada de decisões pela equipe médica junto ao paciente. Em geral os métodos são classificados de 1 a 4 de acordo com as doenças e características pessoais de cada indivíduo, sendo os de categoria 1  totalmente liberados, categoria 2 deve ser avaliado o risco benefício e as categorias 3 e 4 devem ser evitados.
Portanto, algumas pacientes não preenchem segundo a OMS os critérios de liberação para o uso de anticoncepcionais orais como pacientes com câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de fígado, tabagistas, hipertensas, portadoras de trombose venosa, doenças cardiovasculares, hepatites crônicas, doenças da vesícula biliar, dentre outras.
 
Somente quem é portadora de trombofilia corre o risco de ter problemas ao tomar anticoncepcional?
Não. Aquelas pacientes que já conhecem essa mutação genética com predisposição à Trombose não devem usar métodos hormonais, mas caso essa mutação seja desconhecida, o médico deve avaliar outros fatores de risco como tabagistas, história familiar para doenças cardiovasculares positiva, sedentárias, obesas, diabéticas, hipertensas.
 
O deve ser levado em consideração antes de escolher um método contraceptivo?
Primeiramente essa decisão deve ser tomada em conjunto com o Médico ginecologista e a paciente após conversa detalhada durante a consulta médica que inclui história familiar, hábitos de vida, medicações associadas, exame físico e exames complementares bioquímicos, de imagem. A partir dessas informações o ginecologista vai apresentar as opções que podem ser utilizadas e definir em conjunto com a paciente.
 
Quais consequências desastrosas podem ocorrer além de trombose, embolia pulmonar, varizes, AVC...?
Caso a escolha contraceptiva não seja adequada, podemos ter como consequencia a gestação indesejada, as doenças cardiovasculares(AVC, Infarto do miocárdio, trombose e até óbito), aumento no risco de câncer de mama, fígado e endométrio, piora nas crises de cefaléia(dor de cabeça) e enxaqueca.
 
Vi que existem fatores de risco, que se aliados à pílula, pode ser bombástico: álcool, cigarro, pressão alta e diabetes. Existem mais fatores?
Obesidade, sedentarismo, alterações no sistema circulatório(aneurismas, má formação arterial e venosa), insuficiencia renal e cardíaca.
 
Quais outros efeitos colaterais menos graves podem ocorrer (ex. enjoo, dor de cabeça...)?
Os contraceptivos hormonais estão associados a efeitos colaterais raros e menos graves como náuseas, cefaléia(dor de cabeça), sangramento menstrual irregular, dores nas mamas, ganho de peso, inchaço.
  
Com que idade pode começar a tomar anticoncepcional? Existe idade mínima? Faz mal começar a usar muito cedo?
A adolescente deve ser encorajada pelos pais a procurar o consultório do ginecologista antes de iniciar a vida sexual e o contraceptivo hormonal pode e deve ser iniciado no momento desse início da vida sexual  independente da idade e sem riscos para a fertilidade futura. Lembrando que o hormônio previne apenas a gravidez e que o preservativo deve sempre ser utilizado.

Usar pílula por muito tempo sem parar também faz mal?
Não. Ao contrário do que as pessoas imaginam, não há um efeito cumulativo quando uso contínuo e por longos períodos, aliás, as pílulas mais modernas são de uso contínuo(28 comprimidos) e  com período mínimo sem o hormônio, mas essa opção deve ser avaliada em conjunto com o Ginecologista.
 
Indique outros métodos para quem não pode tomar pílula
Hormonais podemos citar:
• Injetáveis mensais combinados( Progesterona e Estrogênio)
• Injetáveis trimestrais(Apenas progesterona)
• Adesivo transdérmico
• Anel vaginal
• Implante abaixo da pele
• DIU de progesterona
 
Não hormonais:
• DIU de cobre
• Preservativos

Candidiase recorrente

Candidíase é uma infecção provocada por fungos que pode acometer vulva e vagina e tambem as regiões inguinal, perianal e o períneo. Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais. Mulheres e homens podem desenvolver a infecção.

Geralmente, a candidíase está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticóides, à gravidez, diabetes, alergias e ao HPV (papiloma vírus).

Sintomas
a) nas mulheres
​• Coceira na vagina e no canal vaginal;
• Corrimento branco, em grumos, parecido com a nata do leite;
• Ardor local e para urinar;
• Dor durante as relações sexuais.

b) nos homens
• Pequenas manchas vermelhas no pênis;
• Edema leve;
• Lesões em forma de pontos;
• Prurido (coceira). Em casos mais graves distúrbios gastro-intestinais, respiratórios e outros problemas dermatológicos podem aparecer.

Diagnóstico
É feito pelo exame clínico ginecológico, de laboratório e pelo exame de Papanicolau.

Tratamento
• Determinar causas e corrigi-las impedindo recidivas;
• Comprimidos e cremes vaginais anti fungicos.

Recomendações
• Procure alimentar-se equilibradamente e levar vida saudável e sem estresse;
• Evite o consumo de bebidas alcoólicas e não fume;
• Use camisinha em todas as relações sexuais;
• Não se descuide da higiene íntima;
• Evite roupas justas demais e de material sintético;
• Prefira o papel higiênico branco e sem perfume;
• Não use absorventes internos;
• Siga criteriosamente as recomendações de seu médico. Não suspenda o uso dos medicamentos sem sua recomendação

O que é endometriose?
A doença é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio, fora do útero. Endométrio é o tecido que descama ao final do ciclo menstrual, caracterizando a menstruação. Na endometriose este tecido reflui através das trompas e se implanta dentro da cavidade pélvica.

Sintomas
• Cólicas menstruais progressivas
• Dor á relação sexual
• Infertilidade
• Sensação de inchaço na região pélvica, sintomas urinários e intestinais

Tratamento
• Cirurgia (preferencialmente Laparoscopia)
• Medicações (contraceptivos hormonais)
• Além disso, ações que melhorem a qualidade de vida tais como exercícios, psicoterapia, são favoráveis ao tratamento.

Diagnóstico
• Exame Clínico
• Exames Bioquímicos (CA 125)
• Exames de imagem (Ultrassonografia, Ressonância Nuclear Magnética)

Endometriose e Infertilidade
A endometriose pode gerar infertilidade pelo acometimento das trompas, órgão que conduz o óvulo ao útero, além de poder se associar a alterações hormonais e imunológicas que dificultariam a gestação.

Prevenção
A principal arma é a obtenção de informações sobre a endometriose e prestar atenção aos sintomas. Com a presença dos sintomas, em especial a dor, procurar um médico ginecologista com urgência, pois quanto mais cedo se detecta a doença, mais rápido um tratamento adequado poderá ser iniciado.
HPV e câncer de colo uterino
O que é HPV?
É um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres e podem causar verrugas na região genital e se não tratadas, transformam-se em câncer do colo do útero e câncer de pênis.

Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, entrando em ação em determinadas situações, como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada.

Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas, mas a mulher tanto pode sentir verrugas, uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento.

Em seus estágios iniciais, as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, impedindo que a paciente tenha maiores complicações no futuro. Portanto, a melhor arma contra o HPV é a prevenção e se fazer o diagnóstico o quanto antes.

Prevenção
• Manter cuidados higiênicos;
• Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
• Usar preservativos durante toda a relação sexual;
• Visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção.

Diagnóstico
Este vírus pode ser detectado através dos seguintes exames:

Papanicolau
É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas, sim, as alterações que ele pode causar nas células.

Colposcopia
Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões.

Biópsia
É a retirada de um pequeno pedaço de tecido para análise.

Captura Híbrida
É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV.

A Captura Híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes da paciente apresentar qualquer sintoma.

Tratamento
O tratamento depende de diversos fatores como:
• A idade da paciente;
• O local e o número de lesões;
• Se a mulher está grávida ou apresenta alguma doença ginecológica.

Não se esqueça de que mesmo após o tratamento é aconselhável o acompanhamento. Seu médico é a pessoa mais indicada para lhe dar todas as orientações.

Laser:
Utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou destruir o tecido onde estão as lesões.

CAF:
Feito com um instrumento elétrico, remove e cauteriza a lesão.

ATA:
É um ácido aplicado pelo médico diretamente nas lesões.

Conização:
Um pedaço de tecido em forma de cone é retirado com o auxílio do bisturi, do Laser ou do CAF.

Medicamentos:
Em algumas situações podem-se utilizar medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo
 
Como evitar a infecção urinária
A infecção urinária é uma das doenças infecciosas mais comuns da atualidades. Cerca de 40% a 50% das mulheres já tiveram pelo menos um episódio de cistite em suas vidas.

Causas
A urina é normalmente estéril, ou seja, ela é completamente livre de germes e a infecção ocorre quando germes, subindo pela uretra, conseguem penetrar na bexiga e começam a se multiplicar.

Os micro-organismos que mais causam infecção são as bactérias do intestino, sendo uma delas, a Escherichia coli, responsável por 80% de todas as infecções urinárias. Na maioria dos casos, a bactéria começa a crescer na uretra. Quando a infecção fica limitada apenas a este local, é chamada uretrite. Se essas bactérias sobem pela uretra, atingem a bexiga e promovem o que chamamos de cistite (infecção da bexiga). Eventualmente, se a infecção não for logo controlada, as bactérias podem subir pelos ureteres e causar infecção no rim (pielonefrite).

Sintomas
• Polaciúria: Desejo forte de urinar com frequência
• Disuria: Ardência no canal da urina na micção
• Estrangúria: Dificuldade em começar a urinar
• Dor em região pélvica e sensação frequente de vontade de urinar
• Alteração na cor e cheiro da urina
• Sinais como febre e dor nas costas (dor lombar), náuseas e vômitos podem indicar que a infecção já chegou aos rins (pielonefrite).

Diagnóstico
• História e Exame clinico
• Urina 1
• Urocultura e Antibiograma

Se as infecções forem recorrentes, pode também ser recomendada a realização de um exame de ultrassom das vias urinárias para verificar possíveis anormalidades que estejam propiciando a recorrência da infecção, ou de uma cistoscopia, exame que permite a visualização direta da bexiga pelo médico com a introdução de um pequeno aparelho (cateter) através da uretra.

Tratamento
O tratamento em geral é feito com antibióticos orais e sua duração varia de três a sete dias, dependendo do remédio usado, do germe isolado, da gravidade da infecção e da história do paciente.

Também são prescritos analgésicos urinários para aliviar a ardência ao urinar e antiespasmódicos que reduzem a dor e o desejo de urinar com freqüência. Além disso, é importante aumentar a ingestão de líquidos, o que facilita a eliminação das bactérias, e evitar ingestão de substâncias que sejam irritantes da bexiga, como a cafeína e o álcool.

Se a infecção atingiu os rins, o que chamamos pielonefrite, é possível que seja necessária internação hospitalar e uso de antibióticoterapia venosa.

Prevenção
• Urinar com mais freqüência, ou seja, fazê-lo antes mesmo que a vontade apareça;
• Urinar imediatamente após o ato sexual para também lavar a uretra de possíveis bactérias invasoras;
• Fazer higiene após as evacuações e limpar-se sempre no sentido de frente para trás (sentido vagina–ânus);
• As mulheres que já estão na menopausa devem ser avaliadas por um urologista e por um ginecologista. 
Climatério e menopausa
O climatério é um período na vida da mulher que compreende aproximadamente a fase entre os 40 e os 65 anos, período em que a mulher passa da fase reprodutiva (fértil) para a não reprodutiva. A menopausa é definida como a ausencia de menstruação por 1 ano.

Sintomas Clímatéricos
Ondas de Calor
Sensação de aquecimento de face e tronco, podendo se espalhar para todo o corpo. As ondas de calor podem aparecer em qualquer hora do dia e ás vezes chega a ser tão desagradável a ponto de interferir nas atividades do dia-a-dia.

Suor
Geralmente acompanha as ondas de calor

Alteração da libido
Redução do desejo sexual e falta de lubrificação é queixa freqüente, tornando as relações sexuais dolorosas.

Iriritabilidade
A mulher torna-se mais sensível emocionalmente.

Osteoporose
A osteoporose é definida como uma diminuição importante da quantidade de massa óssea, com alto risco de ocorrer fraturas principalmente à nível de coluna vertebral, quadril e fêmur.

Terapia de reposição hormonal
É um tratamento que repõe ou complementa o estrogênio que o organismo não é capaz de produzir, equilibrando assim o sistema hormonal da mulher climatérica.

Climatério e Gravidez
Sim, a mulher pode engravidar se está no começo da pré-menopausa, ao redor dos 40 anos. Recomenda-se o uso de métodos anticoncepcionais ,já na pós-menopausa (quando não há sangramento menstrual) as possibilidades de engravidar são muito remotas.

Prevenção
Dieta
• Reduza ao máximo a quantidade de gorduras animais como manteiga, pele de aves ou frangos, gordura de carne de porco, vaca ou outro animal.
• Consuma leite e derivados lácteos com baixo teor de gordura (leite desnatado)
• Evite excesso de sal e acucar na alimentação
• Pare de fumar
• Evite bebidas alcoólicas em excesso
• Dieta rica em frutas, legumes e integrais( Batata doce, inhame, chás, soja)

Exercícios
O exercício é essencial para manter a boa circulação, músculos ativos e um bom funcionamento geral de seu organismo. Além disso, ajuda a manter seus ossos mais fortes evitando assim a perda de massa óssea.
 
Quem é melhor: DIU ou pílula?
Os métodos contraceptivos (anticoncepcionais) visam evitar a gravidez, impedindo que haja o encontro do espermatozóide com o óvulo maduro na trompa uterina.

Atuam através de vários mecanismos:
• Impedindo a ovulação (ex: contraceptivos hormonais);
• Evitando a penetração dos espermatozóides no útero (ex: preservativo, diafragma);
• Impedindo a fertilização (ex: DIU – Dispositivo Intra-Uterino);

Os contraceptivos hormonais são um método seguro para a prevenção da gravidez. O contraceptivo oral mais usado é a pílula combinada, que contém 2 tipos de hormônios: estrogênios e progesterona e apesar dos relatos de efeitos colaterais e complicações, a pílula combinada é ainda o contraceptivo de escolha de aproximadamente metade das mulheres jovens.

O efeito anticoncepcional das pílulas está baseado na interação de vários fatores, sendo que os mais importantes são a inibição da ovulação por diminuir a liberação de alguns hormônios e por promover alterações nas secreções vaginais que aumentam a dificuldade de penetração do esperma no útero.

É necessário tomar o comprimido diariamente, sempre no mesmo horário.

DIU
O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) de cobre é um dispositivo colocado dentro do útero para prevenir a gravidez e funciona liberando de sais de cobre pelo filamento que reveste a haste principal ou lateral. Já o DIU de levonogestrel age liberando doses diarias de progesterona basicamente na mucosa uterina e impedindo a menstruação e a ovulação.O DIU é um dos métodos anticoncepcionais mais eficazes e essa prevenção é semelhante às pílulas anticoncepcionais.

Benefícios
Podem ser destacados benefícios importantes como a utilização independente da atividade sexual, liberar-se da preocupação diária com a prevenção da gestação, ser comandado unicamente pela mulher, ser uma opção prática e eficaz e ter um período longo de utilização (cerca de 5 anos). Esses benefícios proporcionam à mulher uma sensação de liberdade e comodidade.

Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Estes efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão médica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, estes sintomas tendem a se normalizar.

Já o DIU de hormonio deixa a mulher em amenorreia(sem menstruação) e com poucos efeitos colaterais sistêmicos.
O que é mioma?
Miomas são tumores benignos do útero, extremamente comuns e que afetam uma em cada cinco mulheres em idade fértil.

Os miomas podem apresentar variações quanto ao tamanho e velocidade de crescimento. Não é clara a causa dos miomas, mas sabe-se que seu desenvolvimento depende do hormônio feminino estrógeno. Em geral, os miomas param de crescer e diminuem na menopausa, quando os níveis de estrógeno se reduzem.

Sintomas
Os miomas podem não causar nenhum sintoma e serem descobertos em exames de rotina.

Algumas mulheres podem apresentar sangramento excessivo durante a menstruação ou sangramento irregular, desconforto pélvico, inchaço na barriga e dor á relação sexual.A gravidade dos sintomas está relacionada ao tamanho, número e localização dos miomas. Pode haver, algumas vezes, uma associação entre miomas e infertilidade (impossibilidade de engravidar).

Tratamento
Se os miomas são pequenos e não causam desconforto, seu médico poderá concluir que não há necessidade de tratamento, recomendando somente exames de acompanhamento semestrais.Para as mulheres que apresentam sintomas como dor ou sangramento menstrual excessivo devido aos miomas, uma das opções é o tratamento hormonal com substâncias como a progesterona.

As cirurgias feitas para retirar os miomas são, em geral, a miomectomia, que é a retirada dos miomas e a histerectomia, que é a retirada completa do útero. Essa cirurgia poderá ser feita através da vagina(histeroscopia) ou abdome(cirurgia aberta ou laparoscopia).

Outra opção é a embolização das Artérias Uterinas e trata-se de procedimento minimamente invasivo cujo objetivo é interromper a circulação sangüínea que nutre os miomas, de modo a resolver o problema de forma rápida e duradoura, e propiciar a preservação do útero e fertilidade.
Ovários policísitcos impedem a gestação?
Em primeiro lugar a Síndrome dos ovários policísticos(SOP) precisa ser diferenciada do simples achado de cistos nos ovários, já que, enquanto a primeira apresenta sinais e sintomas decorrentes do desequilíbrio hormonal com excesso de androgênio(hormônio masculino) e ausência de ovulação, a segunda pode ser um achado normal do ciclo menstrual feminino.

Cerca de 5-10% das mulheres em idade fértil podem apresentar a SOP e a importância do diagnóstico precoce serve não só para alívio dos sintomas como prevenção de doenças como o câncer de endométrio, doenças cardiovasculares e diabetes.

Em geral a paciente com SOP apresenta os sintomas logo após a primeira menstruação como:
• Irregularidade menstrual: ausência ou pouco fluxo menstrual
• Excesso de androgênios: Acne, excesso de pêlos, calvície, seborreia.
• Obesidade
• Tendencia a Diabetes e Doenças cardiovasculares.
• Infertilidade e Aborto de repetição

O Diagnóstico se dá através da história característica (Irregularidade menstrual+ alterações hormonais)+ achados ao exame clínico+ achados á ultrassonografia vaginal(microcistos na periferia do ovário são muito comuns)+ alteração em exames bioquímicos com glicemia, insulina, LH e FSH.

O tratamento consiste em controlar as manifestações clínicas, retornar a fertilidade e prevenir as complicações da doença.

1 - Perda de peso com atividade física regular e dieta equilibrada
2 - Anticoncepcionais hormonais: restaurar o ciclo menstrual
3 - Drogas anti androgênicas
4 - Hipoglicemiantes:  auxiliam a perda de peso e a ovulação
5 - Na presença de infertilidade: indutores da ovulação