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Mastologia

A mastologia é  a Subespecialidade médica responsável por prevenir, diagnosticar e tratar as doenças benignas e malignas da mama e exige como requisito prévio a especialização em ginecologia ou cirurgia geral. O Câncer de Mama ainda é o tumor feminino mais comum do Brasil e responsável pela morte de mais de 12 mil mulheres anualmente.

Na consulta, o  Dr Gustavo - Mastologista avalia a paciente e seus exames de imagem, permitindo diagnóstico  e tratamento das doenças mamárias, principalmente  o temido Câncer de mama e incluindo em seu tratamento a  possibilidade de reconstrução mamária imediata. São Paulo  - SP tem o maior número de casos de Câncer de Mama e o diagnóstico precoce realizado pelo Mastologista permite a cura na maior parte dos casos.

Na Clínica de Mastologia   que situa-se nos Jardins realizamos ultrassonografia das mamas, punção de cistos e nódulos mamários, investigação de dor nas mamas e biópsia mamária também. As Cirurgias das mamas são direcionadas para os principais hospitais de São Paulo com Dr Gustavo Ventura e equipe.

Na  Clínica de Mastologia ainda atendemos homens que sofrem com o aumento da glândula mamária (ginecomastia) oferecendo-lhes o tratamento cirúrgico definitivo.

Agende já sua consulta! Abaixo encontram-se as mais frequentes dúvidas sobre as mamas e como solucioná-las em nossa Clínica.
Crescimento das mamas
Em que idade os seios começam a crescer?
A telarca, nome científico que corresponde ao início do desenvolvimento mamário, se inicia por volta dos 9 anos de idade e pode ser um dos primeiros sinais da adolescência.

Esse início representa aumento do volume das mamas, mas também da sensibilidade local, sendo causa comum de ida ao consultório do ginecologista.

A menstruação tem a ver com o crescimento dos seios?
Em geral o crescimento das mamas antecede a primeira menstruação. Já na vida adulta, a mulher vai apresentar aumento do volume e da sensibilidade mamária no período pré-menstrual ocasionado pelas mudanças hormonais comuns do período.

Até quando os seios vão crescer?
Em geral até os 17 a 18 anos.

Quando é recomendável começar a usar sutiã?
Assim que se iniciar esse desenvolvimento mamário, a adolescente deve iniciar o uso de soutiens e de preferência com tecidos leves e confortáveis, sem aro, sem costura.

É normal ter uma mama maior do que a outra? Por que isso acontece?
É normal apresentar no inicio do crescimento das mamas uma assimetria (uma ser maior que a outra), mas cerca de 75% dos casos tornam-se iguais ao final do desenvolvimento.

Isso ocorre pois a mama é formada de glândulas e que não são estimuladas de forma homogênea.

Por que algumas meninas já têm seios grandes aos 12 anos e outras têm bem pequenos?
O tamanho das mamas depende de vários fatores, como genética, peso, dieta, uso de contraceptivos hormonais.

Essas mudanças no tamanho e desenvolvimento mamário tem a ver com todos esses fatores.

Que tipos de sutiã são recomendáveis para esta primeira fase de Crescimento?
Tecidos confortáveis e leves e de preferencia sem costura e sem aro

Algumas meninas têm vergonha nessa fase de crescimento dos seios. O que podemos falar para estas garotas?
Esse período corresponde a uma fase muito bonita da vida da menina que está virando mulher e junto ao crescimento das mamas há também uma mudança no corpo e mente provocadas pelo amadurecimento hormonal.

Então, meninas, encarem essa mudanças com tranquilidade e segurança, pois um a nova etapa se inicia. Sempre que surgirem dúvidas, faça uma consulta ao ginecologista.
Por que a mama dói?
Essa é uma das principais queixas das pacientes e também uma causa frequente de consulta com o mastologista pela associação errada com o câncer de mama.

Esse sintoma é mais frequente em mulheres jovens e praticamente ausente na pós menopausa, sendo classificada de acordo com a relação com o ciclo menstrual em:

Mastalgia cíclica
Dor mamária nos dias que antecedem a menstruação e pode ser explicada pelas alterações hormonais que estimulam a mama ocasionando o desconforto e piora da sensibilidade.

Mastalgia acíclica
Sem interferência do ciclo menstrual com dor geralmente localizada em um ponto da mama e podendo irradiar para axila, braços, ombros e mãos. Mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos e pode estar associada a gravidez, cistos, infecção e trauma.

Dor torácica extramamária
A dor tem origem fora da mama porém irradia para a mesma, sendo exemplos a dor muscular e a fibromialgia.

Como diagnosticar a dor nas mamas?
Fazem parte da investigação inicial a coleta de informações sobre a dor e anormalidades ao exame físico. Mulheres acima de 35 anos com dor focal podem ser investigadas com mamografia e ultrassonografia das mamas.

Como tratar a dor nas mamas?
A base do tratamento consiste em tranquilizar a paciente de que não existe relação entre dor nas mamas e câncer, além da promoção de mudanças comportamentais como soutien esportivo confortável, compressas frias, dieta balanceada e exercícios físicos.

Nos casos persistentes o médico mastologista avaliará a introdução de alguma medicação.
Vencendo o câncer de mama
O câncer de mama afeta um grande número de mulheres em todo o país e ainda, infelizmente, pela demora no diagnóstico e tratamento, ocasiona quase 20% das mortes entre as mulheres brasileiras.

O aumento do número de casos em mulheres mais jovens pode estar relacionado com a menarca precoce, obesidade, sedentarismo, estresse, retardo na gravidez e amamentação, além de fatores ambientais não identificados com exatidão.

Os exames ginecológicos de rotina, o exame de visualização e toque das mamas, a ultrassonografia de mamas e a mamografia são os aliados disponíveis atualmente para a detecção e o desejado tratamento precoce da doença, fatores indispensáveis para uma maior chance de cura.

O desenvolvimento e aprimoramento do tratamento oncológico associado à correção estética da agressão cirúrgica (cirurgia oncoplástica) representa uma das maiores conquistas no tratamento dessa doença.

Os quimioterápicos, assim como as novas técnicas de cirurgia e de radioterapia, trouxeram novas esperanças para as mulheres na luta contra o câncer de mama. O tratamento moderno do câncer de mama envolve e integra equipes de várias especialidades da área da saúde.

O tratamento cirúrgico deve respeitar os princípios oncológicos de máxima radicalidade possível na extirpação do câncer, associado ao tratamento sistêmico da doença, cujo objetivo é destruir células tumorais antes da sua implantação.

Podemos afirmar, categoricamente, que o câncer de mama somente provoca a morte quando afeta órgãos vitais como, por exemplo, o cérebro, pulmão e fígado.

O diagnóstico precoce e o tratamento sistêmico (quimioterapia) podem obter o controle da doença e permitem a escolha da melhor proposta de tratamento cirúrgico. As opções podem ser oferecidas pelo mastologista, obviamente amparado pelo oncologista e radioterapeuta, especialistas responsáveis pelos tratamentos complementares.
 
Descobrindo um nódulo na mama
A descoberta de um nódulo durante o autoexame da mama pode ser um dos momentos de maior preocupação e ansiedade na vida de uma mulher. Certo dia ouvi de uma paciente após uma biópsia de mama que ouvir a palavra é benigno era melhor que “eu te amo”.

Apesar de o Câncer de mama povoar a mídia e ser motivo de angustia para as mulheres, é preciso ressaltar que cerca de 80% dos nódulos palpáveis mamários são benignos e o certo a fazer é agendar a avaliação com o mastologista.

O número de casos de Câncer de Mama em mulheres jovens aparentemente está crescendo em todo o mundo e ainda não é possível identificar apenas uma causa para esse aumento, o que sabe-se é a associação entre cura e detecção precoce.

Portanto conheça suas mamas e as examine mensalmente (o ideal é uma semana após o término da menstruação, durante o banho ou frente ao espelho). Esse autoconhecimento permite que ao primeiro sinal de alteração o sinal de alerta seja ligado e se inicie a investigação médica.

Apesar de a causa do câncer ainda não ser conhecida, sabemos a importância da imunidade no desenvolvimento das doenças, por isso, mantenha-se calma e positiva até que seja realizado o diagnóstico!
A importância da mamografia
A mamografia é o principal exame associado á redução da mortalidade pelo câncer de mama nas pacientes submetidas ao rastreamento regular e isso se deve á detecção do câncer em menor tamanho. Por isso mais uma vez ressaltamos a importância da mamografia e exame clínico com a periodicidade estabelecida pelo mastologista.

O carcinoma invasor da mama em geral aparece á mamografia como um nódulo espiculado de margens irregulares e sem calcificações (60-70%) seguido por nódulos com microcalcificações (20%) ou apenas microcalcificações (20%).

O principal desafio do médico mastologista que interpreta a mamografia é detectar pequenos nódulos, microcalcificações ou densidades assimétricas que não são palpáveis e assim partir para a investigação obtendo um diagnóstico precoce do câncer de mama.

A ultrassonografia e a ressonância nuclear magnética são métodos complementares á mamografia sendo a primeira uma boa opção nos casos de alta densidade mamária e a segunda nas pacientes de alto risco genético.

De forma geral o rastreamento para o diagnóstico precoce do câncer de mama é feito da seguinte forma:

• 18-39 anos: auto exame mensal + exame clínico anual
• 40-49 anos: mamografia + exame clínico anual
• Mais de 50 anos: Mamografia e exame clínico anual

* Pacientes com fatores de risco devem debater com seu médico a idade de início da mamografia e necessidade de outros exames complementares.

Como avaliar o resultado da mamografia?
Quando as imagens da mamografia são reveladas o médico que as lauda escreve a sua impressão em uma classificação de forma a universalizar os achados, e essa classificação se dá em BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System):

• BI-RADS 0
Significa que com somente esse exame, o médico não foi capaz de dar sua impressão, sendo necessário um outro exame complementar como outras mamografias, ultrassonografia ou ressonância nuclear magnética. Importante lembrar a necessidade de guardar os exames anteriores e leva-los para comparação.

• BI-RADS 1
Exame normal e seguimento com mamografia anual.

• BI-RADS 2
Significa que a mamografia apresentou alguma imagem de características benignas e não tem qualquer suspeita de câncer sendo as mais comuns calcificações de aspecto benigno, nódulos antigos e de características benignas. Recomendado mamografia anual.

• BI-RADS 3
Achado provavelmente benigno. As lesões enquadradas nessa classe devem ter probabilidade muito alta de benignidade, mas sua estabilidade deve ser confirmada. Recomendado novo exame em um intervalo de 6 meses.

• BI-RADS 4
Foi descoberto um achado suspeito no exame e a biópsia deve ser considerada. Divide-se em 4A, 4B E 4C conforme o risco da lesão ser maligna aumente.

• BI-RADS 5
Neste caso o exame tem uma suspeita maior de malignidade e é preciso realizar uma biópsia.

• BI-RADS 6
A malignidade já foi confirmada por biópsia e o exame é realizado quando se quer avaliar a resposta do tumor á quimioterapia neoadjuvante (realizada antes da cirurgia).
Ginecomastia
O que é ginecomastia?
É o desenvolvimento benigno da glândula mamária no homem e se apresenta como uma massa palpável ou um aumento difuso da mama.

A incidência no Brasil é desconhecida, mas o pico é em adolescentes e idosos sendo importante a diferenciação de ginecomastia do acúmulo localizado de gordura na mama.

O que causa a ginecomastia?
A causa dessa alteração parece estar associada a um desequilíbrio entre os hormônios masculinos e femininos no estímulo á glândula mamária, mas para o conhecimento da etiologia alguns fatores devem ser investigados como Síndrome de Klinefelter, hipertireoidismo, cirrose hepática, uso de drogas e alguns tipos de câncer.

Como diagnosticar a ginecomastia?
Para o diagnóstico o mastologista deverá coletar informações e somar aos achados do exame clínico, exames de imagem da mama, dosagem hormonal e bioquímica.

Como tratar a ginecomastia?
Naqueles pacientes sem causa orgânica estabelecida pode-se optar pelo tratamento cirúrgico e/ou lipoaspiração. O tratamento medicamentoso ainda é controverso.
Descobri um nódulo na mama e agora?
A descoberta de um nódulo durante o autoexame da mama pode ser um dos momentos de maior preocupação e ansiedade na vida de uma mulher, por isso, é preciso ressaltar que cerca de 80% dos nódulos palpáveis da mama são benignos e o próximo passo é procurar o médico mastologista para prosseguir a investigação.

Alguns dados na história da paciente são importantes como idade, número de filhos e idade da paciente no primeiro parto, histórico familiar, etilismo, tabagismo, uso de reposição hormonal pós menopausa e quanto ao nódulo saber o tamanho, características, velocidade de crescimento, associação a dor nas mamas e ao ciclo menstrual.

O passo seguinte é o exame clínico com a inspeção das mamas seguida pela palpação em que é possível perceber características a favor da malignidade ou benignidade da lesão:
 
• Endurecido, indolor, irregular
• Retração da pele
• Saída espontânea de agua cristalina ou sangue pelos mamilos
• Móvel, bem definido, superficial
• Consistência elástica
• Sem saída de secreção pelo mamilo ou saída á expressão com coloração marrom, amarelo ou verde

O médico solicitará exames de imagem como mamografia, ultrassom ou até ressonância nuclear magnética para avaliar o aspecto do nódulo e a necessidade de biópsia.

Em geral a associação exame clínico + exame de imagem + biópsia é suficiente para estabelecer uma conduta.

No caso de uma neoplasia maligna como o câncer de mama, o diagnóstico precoce é essencial, assim como o seu estadiamento para a programação do tratamento e aumento nas chances de cura. 
Como funciona a reconstrução da mama
Definição
Realização da Cirurgia Oncológica tradicional integrada ás técnicas de cirurgia plástica mamária obtendo resultados estéticos satisfatórios e propiciando melhora da auto imagem e qualidade de vida da paciente. Fundamenta-se em três pontos fundamentais: Cirurgia Oncológica Ideal (conservadora ou radical), Reconstrução da Mama Operada e Simetrização da Mama Oposta Imediata.

Princípios Gerais
A determinação da técnica mais adequada deve ser realizada considerando-se o tamanho e a localização do tumor, a distancia do complexo areolo papilar e as condições clínicas da paciente. o mastologista ou cirurgião plástico capacitado poderá expor as opções cirúrgicas e decidir em conjunto a melhor opção de reconstrução.

Tipos de Reconstrução da Mama
Reconstrução parcial da mama: utilização do próprio tecido mamário através de deslocamento preenchendo o defeito após a retirada do tumor em caso de cirurgia conservadora.

Consiste na aplicação das técnicas de mamoplastia redutora através dos pedículos. são elas:

• Pedículo superior: a nutrição da aréola é mantida pela vascularização do segmento superior que permanece intacto e é indicado principalmente para tumores da metade inferior da mama.

• Pedículo inferior: inverso ao superior utiliza a vascularização inferior e indicado em tumores dos quadrantes superiores da mama.

• Round Block: a nutrição da aréola tem origem da região central profunda com acesso ás regiões periareolares e contra indicado em mamas volumosas ou ptoticas.

• Reconstrução Mamária com Próteses: na indicação de mastectomia (com ou sem a preservação de tecido) podemos lançar mão do uso de próteses definitivas (silicone) ou expansores temporários (solução salina) criando um volume mamário semelhante á mama contralateral.

A inserção da prótese ocorre atrás do músculo peitoral e sua indicação deve respeitar alguns critérios como a presença de irradiação da mama, tabagismo e obesidade.

• Reconstrução Mamária com Retalhos Miocutâneos: outra opção de cirurgia reconstrutora em casos de mastectomia é o uso da musculatura da própria paciente preenchendo o defeito. As opções são o músculo reto do abdômen e o músculo grande dorsal.